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PRAZER DE SILICONE


O silicone está no moda. Ele veio para recauchutar o bumbum e os seios. Para modelar o corpo, dar forma a objetos, e em muitos casos ao que parece, para substituir membros do corpo humano na relação sexual.


Numa de minhas palestras para casais, uma pessoa me perguntou o que achava dos objetos de silicone, usados como forma de fetiche nas relações sexuais.


O que é fetiche?

Consiste no uso de objetos eróticos durante a relação para torná-la picante. Os mesmos por despertar desejos sexuais apimentados são considerados "mágicos" sexualmente ao criar uma atmosfera sensual no ambiente conjugal.


Parece um artigo pornográfico, ao falarmos sobre uso de silicone e objetos afins. Mas não é! - Na verdade, é justamente por causa desse tabu e receio de más interpretações que poucos se encorajam por citá-los em seus aconselhamentos.


Objetos de silicone e seu uso, revelam o que está nos bastidores da mente humana. Fantasias explodem nas cabeças ávidas por mais um grau de intensidade de prazer sexual. Vivemos hoje, o prazer siliconado.


Na verdade o prazer jamais poderá ser representado por objetos, pois o mesmo só encontra espaço na mente de quem o alimenta.

Voltando à pergunta feita pela assistente na minha palestra, respondi-lhe com uma citação Paulina que aprecio muito : "Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém".


A pergunta a ser feita é: O QUE CONVÉM NA PRÁTICA SEXUAL?


Ou seja, entendo que esteticamente se minha esposa decide melhorar a anatomia dos seios, o silicone é aplicável. Já inovar a relação com pirulitos de silicone é algo que deve ser avaliado.


Assim, não sou contra e nem a favor do silicone. Sou a favor do pudor na relação sexual entendendo que "a impureza maior não está nos membros do corpo, na posição sexual, ou nos resultados procurados" mas em uma mentalidade degradante.


A indústria da pornografia tem crescido e juntamente com ela, as perversões vão tomando lugar. Assim, cumpre ao casal estabelecer cuidados que vão preservar uma relação saudável e prazeirosa, num tempo de fantasias tangibilizadas pelos silicones como experessão e meio de prazes, os quais não são obtidos sem eles.


Se é certo ou não o seu uso, vai depender naturalmente do que é que o casal está projetando no ambiente dos dois. No entanto, o bom senso, o equilíbrio e o respeito devem permear as relações, se não existem normas para a prática, no mínimo deve haver princípios que ajudam a preservar uma conduta equilibrada.


Para resumir, creio que se o prazer vem do silicone, por meio do silicone, e sem ele não há prazer, então algo está errado. Não só uma perversão está instalada, como uma patologia passiva de tratamento.



Espero que tenha respondido sua dúvida.


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